É a Geografia, neoliberal!
A instabilidade no Estreito de Ormuz expõe a velha verdade: geografia é destino. O Brasil tem vantagens únicas, mas segue incapaz de convertê-las em segurança estratégica, autossuficiência e desenvolvimento sustentável
Texto sobre o projeto...
A instabilidade no Estreito de Ormuz expõe a velha verdade: geografia é destino. O Brasil tem vantagens únicas, mas segue incapaz de convertê-las em segurança estratégica, autossuficiência e desenvolvimento sustentável
Guerra no Oriente Médio desorganiza economia global, preços de petróleo e fertilizantes disparando e gás hélio para IA seriamente ameaçado; Brasil deve enfrentar recessão agrícola e dilema de realinhamento estratégico
Assinatura em janeiro enfrenta forte resistência do Parlamento Europeu e traz desafios ao desenvolvimento brasileiro, aprofundando especialização em commodities enquanto Europa expande setores manufatureiros, criando comércio cada vez mais desigual
Temas de soberania econômica dominaram as preferências dos leitores, revelando um público interessado em análises críticas sobre desenvolvimento nacional, política monetária e alternativas ao modelo econômico vigente no país
O Brasil está repetindo erros históricos ao exportar apenas commodities para a China e importar tecnologia avançada, ou pode transformar essa parceria estratégica em verdadeira alavanca de desenvolvimento nacional soberano?
O Brasil enfrenta uma encruzilhada geopolítica decisiva. Entre crises globais e ascensão asiática, precisa escolher se será protagonista soberano no sistema multipolar emergente ou satélite subordinado a interesses externos globais
O patriotismo real hoje é defender a soberania do Brasil de guerras híbridas e de quem, internamente, alinha-se a interesses externos. Não basta bradar: é preciso proteger recursos e autonomia
O cerco contra o PIX explicita o temor americano. O privilégio exorbitante do dólar perde fundamento técnico, restando ameaças militares para sustentar uma hegemonia cambaleante diante de sistemas digitais emergentes
Mesmo com laços históricos profundos e oportunidades estratégicas evidentes, o Brasil segue distante da África. Diplomata propõe um plano realista para romper com a retórica e construir uma presença duradoura
Diante de pressões geopolíticas e oportunidades estruturais, o Brasil precisa renovar a sua política comercial, equilibrando soberania, inovação e sustentabilidade para conquistar seu protagonismo no novo cenário do comércio internacional