Patriotas de outras pátrias
Passado o 7 de setembro, enquanto os discursos cívicos se dissipam, vale fazer a pergunta: o que estamos celebrando? A nossa soberania nacional hoje é desafiada em sete frentes estratégicas.
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Passado o 7 de setembro, enquanto os discursos cívicos se dissipam, vale fazer a pergunta: o que estamos celebrando? A nossa soberania nacional hoje é desafiada em sete frentes estratégicas.
Em um mundo marcado por disputas geopolíticas e transições tecnológicas, o Estado passivo tornou-se perigoso. Reconstruir capacidades estatais e atuar estrategicamente é condição para soberania, democracia e desenvolvimento nacional inclusivo.
O debate sobre defesa nacional vai além do poder militar e coloca em questão como investimentos estratégicos podem reduzir dependência tecnológica, fortalecer a soberania e impulsionar o desenvolvimento produtivo brasileiro
Dependência tecnológica estrutural ameaça a soberania nacional e perpetua inserção periférica do Brasil na economia global, exigindo política permanente de ciência e inovação integrada entre governo, setor produtivo e academia
O patriotismo real hoje é defender a soberania do Brasil de guerras híbridas e de quem, internamente, alinha-se a interesses externos. Não basta bradar: é preciso proteger recursos e autonomia
O cerco contra o PIX explicita o temor americano. O privilégio exorbitante do dólar perde fundamento técnico, restando ameaças militares para sustentar uma hegemonia cambaleante diante de sistemas digitais emergentes
A exploração espacial tornou-se um eixo estratégico global, marcado por congestionamento orbital, competição tecnológica e disputas geopolíticas. O Brasil precisa se posicionar frente aos riscos, oportunidades e desafios até 2045
Em um mundo onde conflitos ignoram regras, o domínio tecnológico tornou-se essencial para garantir paz, soberania e defesa. O Brasil pode liderar criando um território tecnológico comprometido com a paz
O recente anúncio de que a Agência Nacional de Desenvolvimento Industrial (ABDI) adotará o aplicativo de mensagens UNA, a fim de não permitir que sistemas estrangeiros como WhatsApp e Telegram